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Costa pede contribuição das operadoras ao Plano de Banda Larga Imprimir E-mail
Por Lúcia Berbert   
08 de outubro de 2009

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, em reunião hoje com os presidentes de todas as operadoras de telefonia, fixa e móvel, pediu sugestões de participação delas no Plano Nacional de Banda Larga, que está sendo elaborado pelo governo. “Sem as empresas é absolutamente impossível enfrentar esse grande desafio. Nós vamos precisar da infraestrutura delas e de todos os recursos que elas possam ter”, disse. Ele prevê a necessidade de investimentos da ordem de R$ 10 bilhões nos próximos dois anos para implementação do plano.

Segundo Costa, as informações que estão sendo passadas sobre o plano até agora não refletem o pensamento dos ministros nem do presidente Lula. Ele disse que somente o assessor especial da Presidência da República, Cesar Alvarez, pode falar pelo grupo. “Ao contrário de que um grupo está pensando, que pode fazer sozinho, eu estou achando e digo abertamente que é impossível fazer sozinho e se tem um grupo que vai fazer um projeto sem a presença dos empresários, eu prefiro fazer o meu separado”, ressaltou.

A reunião com os empresários ocorreu depois do encontro com o presidente Lula. “Eu argumentei hoje ao presidente que para fazer um plano desses, essa imensa tarefa sozinho, possivelmente teremos dificuldades. Nós precisamos fazer uma coisa concertada com as empresas do setor, grandes, médias, pequena, públicas e privadas. E é evidente que o presidente está convencido disso”, informou.

Costa imagina um acordo semelhante ao que originou o programa Banda Larga nas Escolas, a partir da troca de obrigações do PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização), mas não quis adiantar qual moeda de troca será usada nessa noiva negociação. Ele citou a possibilidade da redução de impostos, mas admite que não depende do governo federal, e do uso dos fundos do setor. “Nós precisamos encontrar uma forma inteligente de usar esses fundos, disse.

Participaram da reunião o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente; o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco; o presidente da Embratel, José Formoso; o presidente da Claro, João Cox, e o presidente da TIM, Luca Luciani, além de representante da CTBC. Eles terão 30 dias para apresentar a proposta das operadoras.

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